Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Tempo

Fique mais tempo cansado. Fique mais tempo tranqüilo. Fique mais tempo perdido. Fique mais tempo faminto. Fique mais tempo desocupado. Fique mais tempo romântico. Fique mais tempo paranóico. Fique mais tempo orgulhoso. Fique mais tempo sóbrio. Fique mais tempo agradável. Fique mais tempo inteligente. Fique mais tempo enfurecido. Fique mais tempo crítico. Fique mais tempo inseguro. Fique mais tempo agudo. Fique mais tempo completo. Fique mais tempo indiferente. Fique mais tempo malandro. Fique mais tempo sonoro. Fique mais tempo lento. Fique mais tempo astuto. Fique mais tempo sublime.

Enfim, fique mais, amigo tempo.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Tempos Malucos

Caminhando pelas ruas do centro de Porto Alegre, sempre Porto Alegre, enxergo um grupo de manifestantes na esquina democrática. Querem a cabeça da Yeda. E de todo mundo que apóie a situação. “Mudanças já”, eles afirmam. Me esquivo da multidão e sigo em frente. Avisto uma senhora, aparentemente com mais de 60 anos, usando uma máscara branca no rosto. É para se proteger, ela diz. Se proteger da saliva, da gripe suína e da própria paranóia, eu penso comigo.

Na seqüência, três ciganas me abordam e disparam a célebre frase: “Todo o teu futuro por cinco reais”. Céus, porque não carrego cinco reais sempre que saio de casa? Protesto, balbucio que só tenho dois, digo que vou ao banco sacar mais, mas elas aceitam o dinheiro. A minha vida vai acabar antes dos 50, eu vou ter dois filhos e morar em São Paulo, mas só durante um tempo, elas dizem. Fui enganado. Mais uma vez. Nunca fui muito com a cara de São Paulo, logo nunca moraria lá.

Um executivo, vestindo um terno muito caro, ou que aparentava ser caro, vem até mim. Ele quer alguns trocados, só para almoçar. Ele ainda me oferece um livro sobre economia. Afirma que a quebra das bolsas mundiais, lá naquele longínquo ano de 2008, não foi culpa dele. Nem de seus colegas. Nem de sua escola econômica. O Inferno são os outros e o colapso financeiro chegaria de qualquer maneira, pode acreditar, ele me garante. Digo que já doei dois reais para as ciganas, e agora to sem nenhum tostão. Ele reclama das ciganas, malditas ciganas, “sempre chegam antes”.

Seguindo em frente, passando pelo Mercado Público, me deparo com um senhor tocando violão. Tocando, olhem só, Pearl Jam. Ele não pede dinheiro algum, mas pela maneira como toca ao notar minha aproximação, quer um ouvinte para seu som. Depois de duas músicas ele me dirige a palavra. Afirma que já viu o rock nascer e morrer umas vinte vezes, mas que ele gosta mesmo é de jazz. E o mundo devia escutar mais jazz. Eu aceno com a cabeça e sigo andando.

Próximo à rua Marechal Floriano, um grupo de pombas, bem simpáticas por sinal, insiste em sujar a roupa das pessoas com seus dejetos. Crianças sem camisetas, adolescentes de blusão, idosos bem-vestidos e adultos de calça jeans. Não importa a idade, a classe social ou o vestuário, elas sujam a pessoa da mesma maneira. Não que algumas delas, as pessoas, não estivessem sujas, antes; eu explico: naquele pedaço do centro porto-alegrense, tudo e todos pareciam sujos, demasiado sujos.

Subo a Dr. Flores. Ao lado do Mac’Donalds, tem um cara desesperado querendo comprar ouro. E outro querendo cortar cabelo. Eles berram incessantemente “Ouro, ouro, ouro” e “Corte de cabelo, cabelo, cabelo”. Descubro que eles, assim como a maior parte dos anunciantes aqui, só divulgam o serviço, não exercem a profissão. Tempos malucos. Decido mudar de rota, e ir para a praça da Alfândega.

Enxergo camisetas. Muitas camisetas. Nas estampas: ícones da música, símbolos pop e frases de efeito. Lisergia ao pé da letra. Mas além dos artigos psicodélicos encontro itens cafonas. Cintos, saca-rolhas e cachorrinhos de pelúcia. Tudo barato e descartável. Acabo comprando uma boina, e decido guardá-la para o inverno.

Chego ao Gasômetro. Já são quase 18h. Como ainda é verão, o sol ainda ilumina nossa (in) feliz cidade. Algumas crianças jogam futebol a minha esquerda, alguns adolescentes fumam maconha a minha direita e algumas senhoras discutem o preço da carne moída, logo atrás de mim. Tudo na mais inconsequente ordem. Me aproximo da beira do lago, que é um estuário e todos insistem em chamar de rio e atiro uma pedra. Uma não, duas. Nesse momento eu paro e penso em quantas coisas e situações diferentes eu vi em menos de 30 minutos de caminhada, porém esqueço tudo rapidamente para juntar a terceira pedra e atirá-la ao rio.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Enlouquecedor

Semana passada me contaram que o Fabiano morreu. No outro mês foi a Cláudia que faleceu. Sem contar que, só neste ano, a idade já levou o Alberto e o Erasmo. O Chicão tá penando no hospital. Lutando contra um câncer. O Júnior não consegue sair de casa, o alzheimer tomou conta. E a Jussarinha, ah Jussarinha... Era tão linda jovem e agora tão velha e enrugada que não tem mais força para levantar um copo; está prestes a sucumbir. Estão todos no fim da estrada. Assim como eu, que sigo enganando o tempo, já consciente de meu destino. Quando jovem, meu maior medo era me imaginar idoso. E o que mais preocupava não era a perda da coordenação motora ou do vigor físico, mas a perda de lucidez. Tinha pesadelos ao me visualizar como um velho gagá. Pois eu digo, hoje, com noventa e dois anos, que estou lúcido. Extremamente lúcido. E confesso, seria melhor estar insano, burro ou mesmo esquecido. É preferível perder a capacidade de distinguir os fatos, de compreender as coisas e de conceber o tempo, a ver os anos se acumularem, minuto após minuto, escorrendo na sua frente, como um conta-gotas pingando cada momento da sua vida. Ainda lembro do gosto da cerveja gelada nos finais de jogos; ainda posso sentir a maciez das coxas das mulheres com que transei; ainda lembro da temperatura das ondas de Garopaba; Lembro de festas, amigos, viagens e discussões. Está tudo armazenado cuidadosamente na minha cabeça, apenas para me lembrar que esses momentos não me pertencem mais. Não tenho como repetirar esses fatos. Agora são puro pensamento. Malditas lembranças, só servem para me jogar ao passado e perceber que a minha vida era uma vida antes, e agora não passa de uma espera interminável. É claro que há bons momentos, mesmo hoje em dia. Há poucas semanas meus netos vieram me visitar. Todos eles. Jovens, bem nutridos e felizes. Dava gosto de ver. Todos com um brilho nos olhos, cheios de planos e ardor. Me perdoem o excesso de rancor e amargura, mas não tenho como controlar. É enlouquecedor. Cada ser humano que habita este planeta já nasce com os dias contatos, mas você só começa a subtrair as horas quando sente que a hora está chegando. Por que ninguém me avisou que as coisas iriam piorar ano após ano? Definitivamente, é enlouquecedor.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

O i-Pod ou a vida?!

A porta do veículo fechou, impedindo a saída do ar e transformando o ônibus em um mini-inferno. Os cabelos grisalhos da senhora pobre combinavam com o olhar desolado do office-boy, que por sua vez contrastava com a felicidade da loira recém siliconada. Em meio a tanta gente, tantas formas e cores, odores e anseios, estilos e olhares, mal se percebia a presença de uma singela paulista de dezessete anos que transitava em meio à multidão porto-alegrense. Lívia estava à parte do mundo que a cercava. Tinha uma forte ligação com a música, fato visível em suas orelhas, sempre acompanhadas do fone do seu i-Pod. I-Pod, diga-se de passagem, novo. A mais recente conquista de Lívia. 120GB de músicas, fotos e vídeos, que acompanhavam a garota diariamente, em todos os lugares, a todos os momentos. Entretida com seu novo gadget, Lívia não percebeu quando o bus adentrou uma vila, a Cruzeiro, e parou, à força, dando lugar a três marginais que subiram rápido. Dois portavam armas, o que estava desarmado era o interlocutor dos três:

- O bonde é nosso e não tem godô – Pronunciou. Deixando claro quem era o mentor do grupo de marginais, que a essa altura já havia tomado o controle do veículo.

- Quero todos buneco esvaziando carteira e cel na mão do Capeta (apontou para um dos comparsas). As madami entrega pulseira, bolsa e tudo que é penduricalho pro Falha (lá se foi o dedo indicador esclarecer o óbvio, “Falha” era o outro membro da trupe). Sem frescura e sem coragem, ou a bala voa na cabeça.

Os dois cumpriam à risca o que o colega pediu. E todos passageiros pareciam colaborar “amistosamente” para o cumprimento do assalto. Todos com exceção de Lívia. A menina queria guardar o i-Pod, escondê-lo em algum lugar, mas não deu tempo. Falha se aproximou da garota e logo ordenou:

- Dá o i-Pod mina.

Silêncio. Lívia segurava firmemente o aparelho.

- Porra, dá essa merda aqui.

A garota olhou mais uma vez para seu "brinquedo". O display indicava “Elliott Smith – Son of a Sam”.

- Vamo guria, o i-Pod ou a vida!

Atônita, e com uma vontade inexplicável de se agarrar ao i-Pod, Lívia balbuciou um tímido “não”. Por uma fração de segundo um vídeo passou em sua cabeça. Não, não era o filme de da vida dela, mas sim um vídeo fictício onde cada um dos músicos, que ela demorou horas e horas para encontrar e baixar álbuns inteiros, organizados nos mínimos detalhes, apareciam tocando músicas em situações diferentes, como flashes de uma lembrança antiga. Para qualquer pessoa normal essa cena não fazia sentido. Mas para Lívia fazia. E ela, mesmo sem dizer nada, escolheu. Escolheu os Rolling Stones. Escolheu o Mozart. Escolheu a Janis Joplin. Escolheu o Tom Jobim. Lívia, enfim, colocou a música em primeiro plano.

Um tirou bastou para que a multidão, ironicamente, entrasse em polvorosa. Todos corriam desesperados tentando fugir, e se salvar do prelúdio de tiroteio, que se ensejava com uma motocicleta da polícia civil se aproximando do ônibus. Tiro que fez os olhos da garota, grandes e azuis, começarem a lacrimejar incessantemente. A bala havia acertado a cintura da menina, que mal sentia o corpo nesse instante, da ponta dos dedos da mão às dobras internas do joelho. Tudo parecia dormente e ela não conseguia assimilar o que estava acontecendo. O autor do disparo aproveitou a fragilidade criada pelo ato grotesco e sacou a máquina da mão de Lívia. A alma da garota. O motivo de sua existência. Mais de seis horas de música em um objeto que parecia ser mais pessoal que uma escova de dentes. O assaltante entrou em um carro, com um dos comparsas, o outro tinha caído, baleado, e arrancou sem reumo.

Lívia sobreviveu aos ferimentos sofridos. Sobreviveu ao terror psicológico. Sobreviveu a dor de uma recuperação lenta e dolorosa. Mas sucumbiu perante a morte figurada de suas músicas, que não eram suas, mas de outros músicos, nas mãos de um criminoso qualquer.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Guilherme 0, literatura 1

Quando eu era pequeno tinha o estranho hábito de organizar letras. Mesmo antes de começar, efetivamente, a ler e a escrever, gastava um tempo considerável do meu dia apreciando esses símbolos curiosos, que habitavam meu imaginário sem produzir significado. Mais tarde, na adolescência, esse costume cresceu, de maneira que agora não bastava o simples gesto de organizar e fitar letras, era necessário agrupar e coordenar frases. Com o passar do tempo, já na vida adulta, ou semi-adulta, essa vontade tomou conta de tudo. Vieram parágrafos, textos, aliterações, metáforas, antíteses e muitos outros recursos e conceitos literários para auxiliar na difícil missão de exprimir meu pensamento através de palavras. Nesse momento, de suma importância para minha formação, descobri um poderoso alicerce em minha jornada: os livros. De Machado de Assis, a James Joyce, passando por Dostoiévski e Balzac, informações preciosas escorriam de dentro das páginas de diversas obras, famosas ou não, sempre alimentando um vício incansável. Hoje sou um indivíduo enfermo. Procuro dia e noite aplacar, sem sucesso, uma ânsia que não tem fim: escrever. Pessoas que nunca ouvi falar, histórias que não presenciei, lugares distantes, citações, desfechos, argumentações, objetos, teorias, meu inconsciente está repleto de um conteúdo infinito e desordenado, sedento por orientação. Já tentei buscar soluções nas páginas amarelas da Listel ou em consultas com psicólogos, mas nada parece funcionar.

A frase de um certo Franz, mais conhecido como Kafka, ilustra bem o que perpassa, de maneira intermitente, em meu cérebro: “tudo que não é literatura me aborrece, e eu odeio até mesmo as conversações sobre literatura”.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

O recuo de Kaká

O dia 21 janeiro deveria entrar para a história do esporte mundial. Ao menos para a história recente. Nessa data um dos maiores jogadores de futebol da atualidade, quissá dos próximos anos, recusou uma oferta astronômica para trocar de clube. Ricardo Izecson dos Santos Leite, conhecido por todos como Kaká, não aceitou um salário de um milhão de reais semanais, além de uma gorda participação na oferta do passe, de 100 milhões de libras, para trocar o multicampeão Milan, da Itália, pelo ascendente Manchester City, da Inglaterra. Desde que o futebol passou a ser enxergado pelo viés econômico/empresarial, todos os jogadores, de um modo geral, passaram a ser tratados como mercadorias de luxo. Trocando de clubes, países e até mesmo nacionalidades, pelos generosos contratos milionários que surgiam diante de seus olhos. As negociações envolvendo o Kaká pendiam para o mesmo rumo. Símbolo de um time, ícone de uma torcida, o jogador disse não a diversas propostas anteriores para trocar de time, mas nenhuma com a magnitude da oferta formalizada pelo Manchester City. Os valores anunciados pelo clube inglês seriam para passar por cima de qualquer empecilho, torcida, títulos, representatividade, companheiros de time e etc. Era um valor puramente sólido. Uma aposta moldada para dar certo. E ele disse não. Ironicamente, esse recuo do Kaká veio em meio a um conturbado cenário econômico, o que torna o gesto um tanto simbólico. O futebol, assim como a maioria das atividades atuais, modernizou-se e se adaptou aos novos tempos. É natural que transferências de jogadores, e até mesmo dirigentes, sejam uma característica intrínseca do esporte, mas também é natural que antigos valores, enraizados no futebol originalmente, como amor à camisa, torcidas fervorosas e partidas épicas, contribuam de maneira significativa para manter a singularidade dessa paixão mundial.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

One single shot

O azeite de oliva me fez gostar de tomate;
O Black Sabbath me fez gostar de rock;
A Hering me fez gostar de camisetas brancas;
O Stanley Kubrick me fez gostar de cinema;
Você me fez gostar de piadas infames;


E a cerveja me fez esquecer tudo isso. De uma vez só.

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Sozinho, nunca mais

Quando a conheci, você estava sozinha em um canto da sala de aula. Acredito que, naquele momento, a atração foi imediata, e recíproca, embora não falamos nada. No mesmo ano, em uma festa de colégio, tornei a vê-la, mas nosso contato foi breve. Eu tinha 15 anos, na época. No segundo dia de provas do vestibular, eu a avistei rapidamente, e, mais uma vez acabamos sem trocar uma palavra. E então aconteceu. Veio a faculdade e viramos grandes amigos. Andávamos juntos o tempo inteiro. Em todos os lugares, a todos os momentos. Porém, a sua amizade, ou talvez paixão, afastava tudo e todos de mim. Logo, tive que abandoná-la. Perdemos contato totalmente. Eu não existia mais para você. Você não existia para mim. Anos mais tarde, o destino, sempre o destino, forçou o nosso encontro, mais uma vez. Em meio a um show do Red Hot Chili Peppers você surgiu em minha frente. Confesso que senti um frio na barriga naquele fugaz, e sublime, encontro. Você estava bem diferente, e mal me deu atenção. Antes de terminar o show voltei para a companhia de meus amigos e sequer me despedi de você. O tempo passou. Eu viajei, troquei de emprego, casei, tive filhos, comprei uma casa na praia, tive netos... Posso dizer que empilhei boas memórias ao longo dos anos. Porém, durante todo esse período, sempre me perguntava se você ainda lembrava de mim. Para sua ira, ou felicidade, nunca estive sozinho durante esse tempo todo. Hoje estou com 86 anos, internado em um hospital, sempre acompanhado de uma enfermeira e de muitos familiares. Devo admitir, estou morrendo. E mesmo assim, estranhamente, tudo o que eu mais queria nesse momento era sua presença ao meu lado, só mais uma vez. A doce e adorável companhia de você: minha solidão.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Feliz ano velho

Por que as pessoas precisam de um apelo do calendário para dar um novo rumo às suas vidas? Ah, é claro, o dia primeiro de cada ano simboliza um novo começo e blá blá blá, mas, sinceramente, eu acho isso tão forçado quanto as rimas do Latino. Recapitulando o meu ano passado, lembro de não ter articulado nenhum plano para 2008. Depois de fracassar no vestibular da UFRGS, decidi simplesmente empilhar acontecimentos e ver o resultado só no final do ano. Não vou estabelecer comparações com outros anos, mas o ano passado foi realmente muito bom, para mim, em vários aspectos. Mas vamos com calma, não estou colocando a minha teoria como a mais nova receita do sucesso, só afirmo que a mística da virada do ano não me inspira mudanças. O 14 de abril, o 7 de agosto e o 29 de novembro são tão importantes para traçar metas e quebrar paradigmas quanto o 1º de janeiro. Talvez, e indo mais a fundo na inconstância, a grande reflexão seja não traçar planos, não se atrelar a datas para justificar eventuais sucessos e/ou fracassos. Não é nenhuma novidade afirmar que seu destino você escreve o tempo inteiro, então quem precisa do 31 de dezembro para trocar de emprego, parar de fumar ou procurar petróleo?

(meu descaso com a virada do ano fez com que meu texto de ano novo viesse em pleno 12 de janeiro. Feliz ano velho, por sinal)

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

É sempre a Califórnia

Descontos de 75%, indústrias quebrando e um bocado de praias paradisíacas.

Quem precisa de mais alguma coisa?



Não entendeu nada? Então me deixa em paz e clica no link abaixo...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u460891.shtml